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MOSTRA YESU LUSO – TEATRO E DRAMATURGIA EM LÍNGUA PORTUGUESA LEVA PRODUÇÃO TEATRAL DE PAÍSES LUSÓFONOS A TRÊS UNIDADES DO SESC SÃO PAULO

 

Terceira edição da Mostra acontece no Sesc Campo Limpo, Santo Amaro e Vila Mariana; com espetáculos e leituras dramáticas, o dramaturgo português João Garcia Miguel ministra curso; a curadoria é da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos.

 

De 8 a 18 de novembro, as unidades Sesc Campo Limpo, Santo Amaro e Vila Mariana recebem espetáculos, leituras dramáticas, encontro sobre dramaturgia e curso de países de língua lusófona. A programação faz parte da terceira edição do Yesu Luso - Teatro e Dramaturgia em Língua Portuguesa. Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, serão apresentados seis espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal - dois deles inéditos. Fazem parte ainda da Mostra atividades formativas, com leituras dramáticas, oficina e uma mesa com autores de diferentes países.

Em um dos 43 dialetos moçambicanos a expressão yesu significa ‘nosso’. A milenar tradição oral e a literatura contemporânea são pilares da Mostra Yesu Luso – Teatro e Dramaturgia em Língua Portuguesa que centra sua terceira edição nas singularidades do texto vindo de cada um dos seis países falantes dessa língua comum.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo  “a iniciativa de aproximação com os dizeres teatrais e estéticos de alguns grupos e artistas de países lusófonos cumpre com a diretriz institucional de promover o intercâmbio e o convívio artístico e cidadão entre todos os envolvidos numa ação artístico-cultural abrangente e transversal, a qual certamente se desdobrará em tantas outras histórias”.

Idealizadores e curadores da Mostra Yesu Luso, a atriz Arieta Corrêa e o produtor Pedro Santos ressaltam a diversidade artística-cultural que emana desses trabalhos. “Sinto que a recepção aos trabalhos vindos de países lusófonos, sobretudo os de origem africana, ainda é carregada de muito preconceito entre nós brasileiros. Escolhas estéticas muitas vezes elaboradas a partir de realidades precárias são capazes de nos revelar um profundo alcance poético e crítico”, afirma Arieta.


Espetáculos

Uma das estreias que acontecem durante a terceira edição do Yesu Luso vem de Macau, região administrativa especial da China desde 1999 e colônia de Portugal por quase 450 anos. O grupo Hiu Kok Theatre aporta com a estreia de A Linha. Sua narrativa expõe como dois pastores que há anos cultivavam a amizade, subitamente deflagram uma disputa irracional por um pedaço de terra no campo. Com falas em mandarim e português, o texto costura uma fábula do chinês Anthony Chan, a excertos do romance Ensaio Sobre a Cegueira, do português José Saramago. As apresentações serão dias 17 e 18 de novembro, no Sesc Santo Amaro.

A Última Viagem do Príncipe Perfeito, do Grupo Elinga Teatro (Angola), com direção de José Mena Abrantes, também será encenada pela primeira vez durante a Mostra. Na peça estão contadas histórias do que seriam possíveis viajantes do navio ‘Príncipe Perfeito’, que realizou a sua última viagem de Lisboa para Luanda em 1975, ano da independência deste país, até então uma colônia de Portugal. Na intimidade de cada cidadão começava a esboçar-se o fim agônico do império que o rei D João II de Portugal, cognominado o 'Príncipe Perfeito', tão decisivamente ajudara a construir. As situações a que aludem os seguintes momentos dramáticos poderiam ter ocorrido nessa época, como o caso do estudante que decide regressar convencido de que vai ter um papel na revolução em curso no seu país e o da mulher que perdeu todas as ilusões e a que luta por reencontrar um lar. As apresentações serão dias 15 e 16 de novembro, no Sesc Vila Mariana.

Nos Tempos de Gungunhana (Moçambique), criado e interpretado por Klemente Tsamba, evoca a oralidade africana e transpõe para o palco alguns contos (os karingana) do romance histórico Ualalapi (1987), do escritor e professor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. O livro é considerado um dos melhores do século XX naquele continente e relata aspectos da vida na corte do rei Gungunhana (1861-1884), quando passou de aliado a inimigo de Portugal. As apresentações acontecem dias 17 e 18 de novembro, no Sesc Campo Limpo.

De Portugal vem A Casa de Bernarda Alba, da Companhia João Garcia Miguel, fundada há 15 anos em Lisboa e cujo encenador que lhe dá nome é artista performativo e investigador cênico dos mais renomados no panorama atual - o artista participa de encontro e ministra curso sobre processo de criação (mais informações abaixo). A peça, escrita pelo espanhol Federico García Lorca (1898-1936), parte da história de uma matriarca que mantém as cinco filhas em clausura para falar sobre o isolamento criado pelas instituições contemporâneas. Dias 8, 9, 10 e 11 de novembro, no Sesc Santo Amaro.

Os Cadernos de Kindzu, do Amok Teatro (Brasil), narra a trajetória do jovem personagem do título para fugir das atrocidades de uma guerra civil. O grupo possui duas décadas de atuação no Rio de Janeiro, sendo as duas últimas obras focadas em narrativas de matriz africana. Dias 8 e 9 de novembro, no Sesc Campo Limpo.

Esquizofrenia, do Grupo Craq’ Otchod (Cabo Verde), mostra como este transtorno poderia ser menos penoso aos seus portadores se fosse tratado de forma mais afetuosa. Com dez anos de pesquisa calcada em questões socioculturais em Mindelo, segunda maior cidade de Cabo Verde, o grupo tem uma forte atuação na mobilização social de seus participantes. 10 e 11 de novembro, no Sesc Campo Limpo.


Leituras Dramáticas

O Coletivo de Heterônimos – uma reunião de artistas que tem em seu núcleo Bruno Ribeiro (NAC - Núcleo de Artes Cênicas), Amanda Mantovani (CPT-Sesc - Centro de Pesquisa Teatral) e o diretor Alexandre França – fará a leitura de quatro textos, de autores diferentes, durante o Yesu Luso.

A Última Estação, escrito por Elmano Sancho, de Portugal, será lido dia 8 de novembro, no Sesc Santo Amaro. O enredo é sobre Ted Bundy, assassino em série norte-americano.

No Sesc Vila Mariana, três leituras serão realizadas: o inédito Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante, da brasileira Silvia Gomez (13 de novembro). O texto trata do encontro de um vigia que encontra uma garota largada no asfalto depois de ser violentada. Em 14 de novembro, (Des)mascarado, de Venâncio Calisto (Moçambique) trata do conflito de gêneros e pela luta de poder dentro de uma sociedade matrilinear.

De Valódia Monteiro, de Cabo Verde, será feita a leitura de Sim ou Não?, 16 de novembro. O encontro de dois personagens em um mesmo espaço, sendo que um deles quer procurar um outro espaço para viver enquanto o outro quer ficar.


Processo Pedagógico

De 9 a 14 de novembro, no Sesc Santo Amaro, o português João Garcia Miguel e integrantes de sua Cia JGM, fazem imersão para experimentações de uma criação artística. As vagas são limitadas e devem ser feitas mediante envio de carta de intenção e breve currículo.

João Garcia Miguel é diretor, artista performático, programador e pesquisador. As suas práticas artísticas caracterizam-se pelo experimentalismo e a preocupação do papel do artista enquanto investigador e interventor social. Fundador dos coletivos Canibalismo Cósmico, Galeria Zé dos Bois e OLHO - Grupo de Teatro, e da Cia. JGM.

O diretor português também participa do encontro Dramaturgia em Língua Portuguesa, no dia 14 de novembro, no Sesc Vila Mariana. Também fazem parte da discussão sobre dramaturgias de língua lusófonas a artista brasileira Dione Carlos e o dramaturgo José Mena Abrantes, de Angola.
 

 Serviço
Mostra Yesu Luso
de 8 a 18 de novembro
 
Unidades do Sesc Campo Limpo, Santo Amaro e Vila Mariana

Ingressos a partir de 30/10, às 16h, no Portal sescsp.org.br/yesuluso, e a partir de 31/10, às 17h30, nas bilheterias das unidades do Sesc. Consulte a limitação de ingressos à venda por pessoa.

R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena)  


Programação:

Espetáculos

Os Cadernos de Kindzu (Brasil) [Amok Teatro]
Sesc Campo Limpo (R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120) | Espaço Container Vermelho
Dias 8 e 9 de novembro, 20h
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos.  

O espetáculo conta a trajetória do jovem Kindzu, que para fugir das atrocidades de uma devastadora guerra civil, deixa sua vila e parte para uma viagem iniciática. Nela encontra outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade que lhe farão viver experiências, ancoradas tanto na cultura tradicional do sudeste da África, quanto na vivência de um conflito devastador.

A Casa de Bernarda Alba (Portugal) [Companhia João Garcia Miguel]
Dias 8, 9 e 10, às 20h e dia 11 de novembro, às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) | Teatro
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos.  

Regressam as “Bernardas Albas” crescendo à luz cruel dos nossos dias, como monstros que despedaçam vidas. As “Bernardas Albas” fecham as casas, que é como quem diz, as nossas instituições, e são a cada dia mais coercivas. As oportunidades não são iguais para todos. Propagam discursos onde subentendem mecanismos de repressão e censura como se defendessem liberdades.

Ezquizofrenia (Cabo Verde) [Grupo Craq’ Otchod]
Dias 10 de novembro, às 19h e 11 de novembro, às 18h
Sesc Campo Limpo (R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120) | Espaço Container Vermelho
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos. 

O espetáculo “Esquizofrenia”, contribui para a minimização dos estigmas sociais que existem a volta deste transtorno.  Há muito que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de “isolar” para “conhecer e tratar”. Pois o confinamento, o abandono, o descaso social e até familiar, intensificam o transtorno e diminuem as chances de melhora. Esquizofrenia nos faz pensar e perceber que o que sempre faltou foi humanidade e abraçar e olhar para esse problema é o que verdadeiramente ajuda.

A Última Viagem do Príncipe Perfeito (Angola) [Grupo Elinga Teatro]
Dia 15, às 18h e 16 de novembro, 20h30
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141) | Auditório
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos.

Em 1975, o navio ‘Príncipe Perfeito’ realizou a sua última viagem de passageiros de Lisboa para Luanda”. Na intimidade de cada um começava a esboçar-se o fim agônico do império que o rei D João II de Portugal, cognominado o 'Príncipe Perfeito', tão decisivamente ajudara a construir. As situações a que aludem os seguintes momentos dramáticos poderiam ter ocorrido nessa época: o caso do estudante que decide regressar convencido de que vai ter um papel na revolução em curso no seu país (A vigia); a mulher que perdeu todas as ilusões e a que luta por reencontrar um lar (Oh, mar); o clandestino de todas as viagens que fez na vida (O clandestino) e o casal que descobre que os sentimentos nunca morrem e se renovam como as ondas do mar (Do outro lado do mar).

Nos Tempos de Gungunhana (Moçambique) [Klemente Tsamba]
Dias 17 de novembro, às 19h e 18 de novembro, às 18h
Sesc Campo Limpo (R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120) | Espaço Container Vermelho
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos.

Era uma vez um guerreiro da tribo Tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais africanos.
Mas este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana! Voltemos então à história:
Karingana wa Karingana!

A Linha (Macau) [Hiu Kok Theatre]
Dia 17, às 20h e 18 de novembro, às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) | Teatro
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena). 16 anos.

Dois pastores, Hon e José, amigos de longa data, passam o tempo contando histórias ou observando a natureza, procurando, nos seus sinais e formas, algo com que se entreter, quebrando assim a monotonia em que se poderia tornar as suas vidas, ocupadas a levar os animais a pastar. Um dia, Hon propõe um novo jogo: uma corda deitada sobre o prado separaria as duas partes do campo, onde cada um deveria permanecer, assim como os seus animais. O que passasse para o outro lado perderia. Para sair vitorioso da disputa, um e outro depressa recorrem a ameaças, mentiras e outros estratagemas. A ideia e o sentimento da posse de um território transformam-se numa cegueira que irá perturbar e questionar a harmonia do convívio, a calma dos dias, a própria duradoura amizade entre ambos.


Leitura de Textos dramatúrgicos
com Coletivo de Heterônimos

A Última Estação, de Elmano Sancho (Portugal)
Dia 8 de novembro, às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) | Sala Multiuso
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

Na origem de A última estação encontra-se o assassino em série norte-americano Ted Bundy (1946-1989) – ou, mais exactamente, as semelhanças físicas entre este homem e Elmano Sancho. Da mesma forma que Bernard-Marie Koltès ficou obcecado pelo rosto de Roberto Succo, quando viu uma foto sua no metro de Paris, também o ator e autor português se lançou a investigar a vida de Ted Bundy, que matou mais de 35 mulheres. Elmano Sancho guardou o retrato do assassino junto às suas próprias fotografias, até que um dia alguém confundiu o seu rosto com o do criminoso. Foi esse o ponto de partida para uma reflexão sobre a violência e o desejo de transgressão na vida e na arte. A última estação interpela o conceito de dibukk, que na mitologia judaica representa o espírito ou o demónio que habita o corpo de cada um de nós, e apresenta à estrutura da Via Crúcis, as estações da Paixão de Cristo: a condenação à morte anunciada abre caminho a uma via dolorosa que culmina na inumação, mas que aspira à ressurreição, a XV e última estação.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante, de Silvia Gomez (Brasil)
Dias 13 de novembro, às 18h
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141)
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, a rotina da Vigia do KM 23 daquela rodovia brasileira é alterada pela presença de uma garota que delira, largada no asfalto após ser violentada nesta noite cheia de estrelas. 

(Des)mascarado, de Venâncio Calisto (Moçambique)
Dia 14 de novembro, às 18h
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141)
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

O conflito de género é tão antigo quanto a própria humanidade. A relação entre o
homem e a mulher sempre foi uma espécie de braço de ferro. Um jogo de poder. É por
conta desta necessidade, que ambos sempre tiveram, de dominar a sociedade que se
inventou o mito e, ou a tradição. O Mapiko é exemplo disso, uma tradição cheia de
ritos, cor e magia inventada pelos homens macondes (povo do norte de Moçambique)
como forma de amedrontar a mulher e reivindicar um espaço dentro daquela sociedade
matrilinear.

Sim ou não?, de Valódia Monteiro (Cabo Verde)
Dias 16 de novembro, às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) | Sala Multiuso
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

Dois personagens – Antonius (ou António, tradicionalmente um dos mais vulgares nomes de Cabo Verde e Nemo (ninguém) – encontram-se, desde sempre num mesmo espaço, até que o primeiro, sufocado com o estado de coisas, decide sair e procurar outro espaço para viver. Convida o companheiro de sempre para essa jornada, mas este refuta o convite. Antonius não se dá por vencido e continua tentando convencer Nemo durante toda a peça.

Processo pedagógico de Criação
Dias 9, 10, 11, 13 e 14 de novembro, das 14h às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) |  Teatro | Sala Multiuso

Imersão para experimentações de uma criação artística a partir dos expedientes e  pensamentos da Cia JGM de Portugal, com João Garcia Miguel e integrantes da companhia.
Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada) e R$9 (credencial plena). Inscrições com carta de intenção e breve currículo para yesuluso@santoamaro.sescsp.org.br. 16 anos. Duração: 20 horas. 30 vagas.

Encontro sobre Dramaturgia em Língua Portuguesa
Dias 14 de novembro, às 20h
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141)
Ingressos:  Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.
Com José Mena Abrantes (Angola), Dione Carlos (Brasil) e João Garcia Miguel (Portugal).

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA
FESTIVAL YESU LUSO - TEATRO E DRAMATURGIA EM LÍNGUA PORTUGUESA
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Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425

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