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Premiado espetáculo KIWI retorna a São Paulo no Teatro Eva Herz 


Com direção de Lucianno Maza, texto faz referência à reurbanização imposta aos cidadãos de uma cidade para a realização das Olimpíadas; no foco, uma família despejada e a garota Kiwi, que passa a viver nas ruas.


Reestreia no próximo dia 11 de novembro de 2017, no Teatro Eva Herz (Av. Paulista, 2073 - Cerqueira César, SP), a peça Kiwi, texto de Daniel Danis, um dos mais importantes e premiados escritores canadenses traduzido pela primeira vez para o português por Lucianno Maza, que também dirige o espetáculo.

Kiwi estreou em outubro de 2016 na sala experimental do Teatro Augusta - e marcou o retorno do diretor Lucianno Maza a São Paulo. Ao longo dessa primeira temporada recebeu muitas críticas positivas de vários jornais e revistas da cidade, o que deu fôlego extra para que fosse apresentada em cidades pelo Brasil.  

Na sequência, vieram as indicações a prêmios: "KIWI" foi destaque no Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem (FEMSA / Coca-Cola) tendo recebido o Prêmio de Melhor Atriz e indicado a Melhor Figurino e Melhor Espetáculo Jovem (em 2016). Em teatro adulto do Prêmio Aplauso Brasil, foi vencedor na categoria Melhor Espetáculo de Produção Independente - além de ter concorrido a Melhor Iluminação e Melhor Trilha Sonora. Já em 2017, "KIWI" está indicado ao Prêmio Cenym de Teatro como Melhor Montagem, Melhor Atriz e Melhor Texto Adaptado. 

Além da temporada de estreia no Teatro Augusta, a peça foi vista em temporada popular no SESC Santo Amaro abrindo a mostra Somos Tão Jovens, depois fez turnê no Circuito Cultural Paulista por oito cidades do interior do estado. Participou da Virada Cultural de São Paulo se apresentando na zona leste. Encerrou a Mostra de Teatro de Sertãozinho (SP), participou do FILTE - Festival Latino Americano de Teatro da Bahia, em Salvador,  e do Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha, em Itajaí (SC), antes de retornar para a temporada comemorativa de um ano no Teatro Eva Herz, no coração de São Paulo.

SOBRE KIWI
A história, ficcional, tem como pano de fundo a realização dos Jogos Olímpicos em uma cidade que, para receber os atletas, remove a população da área pobre urbana para dar lugar às vilas olímpicas. As casas são destruídas, seus ocupantes expulsos. Uma menina é deixada para trás, e passa a viver nas ruas, onde encontra um grupo de outros jovens. Para ser aceita, tem de respeitar as regras do clã e esquecer sua antiga vida e nome. Assim nasce Kiwi, foco do espetáculo homônimo ao nome da personagem central. 

Para viver o papel de Kiwi e Lichia, os atores Rita Batata e Lucas Lentini dão vida à história de uma garota e seu melhor-amigo-namorado-marido Lichia. Todos no grupo tem nome/codinome de frutas ou legumes, só assim podem pertencer ao clã. Em cena, em um clima de terror onírico, os dois personagens vivem no subterrâneo de um mundo em celebração, mas ao qual não pertencem. Com delicadeza, mas sem medo de tocar em feridas, a crítica social surge em temas como o uso e venda de drogas, roubos, violência e prostituição praticados por crianças e jovens moradores de rua (que, no mundo real, somam, aproximadamente, 150 milhões de pessoas, número do relatório da ONU de 2015).

SINOPSE
Às vésperas dos Jogos Olímpicos, a polícia faz sua limpeza social. Uma garota, abandonada por sua família, é acolhida por jovens que lutam pela sobrevivência nas ruas. Ela é batizada Kiwi e terá uma dura trajetória até a esperança de uma vida melhor em um mundo que parece não ter lugar para ela e seus amigos. Texto premiado do autor canadense Daniel Danis com direção de Lucianno Maza.


SOBRE DANIEL DANIS
Dramaturgo canadense estabelecido no Quebec. Escreveu dezenas de peças. Sua primeira obra encenada Celle-là (1993) ganhou o Prêmio da Crítica e o Prêmio Governador-Geral do Canadá; Cendres de Callioux (1994), recebeu o Prêmio Soirée des Masques e o primeiro lugar no Concurso Internacional de Manuscritos do Festival de Maubeuge - Prêmio Radio France Internationale; Le Langue-à-Langue Des Chiens de Roche (2002) lhe honrou novamente com o Prêmio Governador-Geral do Canadá; E, Roman- dit (2006) é agraciado com o Grande Prêmio de Literatura Dramática; Le Chant du Dire-Dire (2007) lhe dá pela terceira vez o Prêmio Governador- Geral do Canadá; KIWI (2008) ganhou dois prêmios em seu país: o Prêmio Louise-LaHaye do Centro de Autores Dramáticos do Canadá e Quebec e o Prêmio AbitibiBowater do Salão do Livro de Saguenay-Lac-Saint-Jean; e um internacional: o Prêmio Alemão de Teatro da Juventude. Terre Océane (2010) lhe rendeu uma indicação aos Prêmios Molières de Autor Francófono Vivo.

SOBRE LUCIANNO MAZA
Dramaturgo, diretor, curador e crítico de teatro. Estreou em sua cidade natal, Rio de Janeiro, onde ainda mantém produção. Ali dirigiu peças como Boi da Cara Preta (2004), sua dramaturgia a partir dos originais de Melissa Coelho; Três T3mpos (2005); Restos (2006); Modo de Preparo (Passo 1) (2007); Diminuto (2009); Até o Sol Nascer (2013), todas com sua autoria e direção. Já em São Paulo, onde vive desde 2007, dirigiu A Memória dos Meninos (2008), de sua autoria; A História Dela (2008) e Parasita (2009), ambos de Gabriela Mellão; Quarto do Nada (2010) de Fernando Ceylão; 1,26 (2010) e Agridoce (2011), as duas de Zen Salles; entre outros. Fez sua estreia internacional ao encenar seu texto Carne Viva (2015) em Portugal, nos 30 anos da Companhia Teatro Estúdio Fontenova. Entre seus textos que ganharam outras montagens estão Cine Ilusão (2008), dirigida por Menelick de Carvalho, no Rio de Janeiro; e A Memória dos Meninos (2016), dirigida por Luiz Eduardo Frin, em São Paulo. Tem dois livros com suas peças publicadas, no Brasil, pela editora Imprensa Oficial, de São Paulo, dentro da Coleção Primeiras Obras (2009), indicada ao Prêmio Jabuti de Literatura; e em Portugal, o livro Teatro (2015), lançado pela Chiado Editora, de Lisboa. Sua encenação de KIWI (2016) ganhou o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo - também concorreu pela iluminação do espetáculo -, também está nomeada ao Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem (FEMSA / Coca-Cola) e ao Prêmio Cenym, no qual também foi indicado por sua tradução do texto.

SOBRE RITA BATATA
Atriz formada pelo INDAC. Entre os espetáculos em que atuou estão Sacrifício (2008) dirigida por Cibele Forjaz; DNA (2009) dirigida por Tuna Serzedello; Notas da Superfície (2009) dirigida por Marcia Abujamra; As Desgraçadas (2011) dirigida por Beatriz Morelli; Limpe Todo Sangue Antes Que Manche o Carpete (2014) dirigida por Eric Lenate; e Ao Pé́ do Ouvido (2015) dirigida por Zé Henrique de Paula. Participou de filmes como Ressaca (2009) de Mabel Lopes, que lhe rendeu o Prêmio de Melhor Atriz no CurtAmazônia - III Festival de Cinema na Amazônia; Não Por Acaso (2007) de Philippe Barcinski, pelo qual recebeu o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no IV Arraial Cine Fest da Bahia; e De Menor (2013) de Caru Alves de Souza, vencendor do Prêmio de Melhor Filme no Festival do Rio 2013, e que lhe rendeu dois Prêmios como Melhor Atriz: 19o Cinemato - Festival de Cinema de Cuiabá e 16es Recontres du Cinéma Sud-Américain em Marselha, França. Na televisão fez os seriados Galera (2004), na TV Cultura; A Mulher do Prefeito (2013), na TV Globo; Beleza S/A (2013) e Lili, a Ex (2014), no canal GNT; Motel (2014) na HBO Max; A Garota da Moto (2016) no SBT; Psi (2016) na HBO e 3% (2016) na Netflix. Com KIWI (2016) ganhou o Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem (FEMSA / Coca-Cola) e está indicada ao Prêmio Cenym.

SOBRE LUCAS LENTINI 
Ator formado pelo Globe-SP. Atuou em O Que Não É Falado (2010) dirigido por Priscilla Carvalho; Obras Completas de William Shakespeare dirigido por Ramiro Silveira; Romeu e Julieta (2010) dirigido por Miguel Hernandez; O Beco dos Gatos (2013) dirigido por Juliano Barone; Através de Um Espelho (2014) dirigido por Ulysses Cruz; Sobre Cartas & Desejos Infinitos (2015) dirigido por Kleber Montanheiro; Tadzio (2015) dirigido por Dan Rosseto; e O Livro de Tatiana (2016) dirigido por Bruno Garcia. Fez publicidade para marcas como Bauducco, Oi e Mentos, e participou do videoclipe da música Moon de Tiago Pethit dirigido por Heitor Dhalia. 

FICHA TÉCNICA
Texto: Daniel Danis
Direção e tradução: Lucianno Maza
Elenco: Rita Batata e Lucas Lentini
Assistência de direção: Náshara Silveira
Trilha sonora original: Dr Morris
Figurino: Anne Cerutti
Cenografia e iluminação: Lucianno Maza
Operação de luz: Francisco Renner
Operação de som: Rodrigo Holanda
Arte gráfica: André Kitagawa
Fotos: Arô Ribeiro / Bob Sousa / Leekyung Kim
Assessoria de imprensa: Márcia Marques - Canal Aberto
Produção executiva: Berenice Haddad
Idealização e produção: Lucianno Maza
Realização: Projeto Grande Elenco

 

SERVIÇO
KIWI
no TEATRO EVA HERZ | Livraria Cultura - Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2073 - Cerqueira César
Temporada: 11 de Novembro a 10 de Dezembro de 2017
Sábados e domingos às 15h
Ingressos: R$ 40
Duração: 60 minutos | Classificação: 12 anos | Lotação: 168 lugares (quatro para cadeirantes)
Bilheteria: 3170-4059 / www.teatroevaherz.com.br | Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingos das 12h às 19h. 
Formas de Pagamento: Dinheiro / Cartões de débito – Visa Electron e Redeshop / Cartões de crédito – Amex, Visa, Mastercard, Dinners e Hipecard. Não aceita cheque.
Vendas: www.ingressorapido.com.br

 

Informações para a imprensa
Canal Aberto 

Tel. 11 2914-07790
Márcia Marques | Cel. 11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br 
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