ESTRÉIA, 31 DE MAIO, NO TBC
NOVAMONTAGEM DOS PARLAPATÕES:
sardanapalo
Uma comédia Dionisíaca
NOVA VERSÃO DOTEXTO,
COM DIREÇÃO DO AUTOR,
FAZ CURTÍSSIMA TEMPORADAEM SÃO PAULO,
ANTES DE IR AO FESTIVAL DE EDIMBURGO, NA ESCÓCIA.
Os Parlapatões dão nova visão ao texto que projetou o grupo no início da década de 90: SARDANAPALO. Agora, em 2001, montam esta nova versão a convite da Cultura Inglesa, realizando 4 apresentações no Festival Cultura Inglesa e seguindo em curta temporada (6 Semanas) no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), em São Paulo. E também, para a participação no Festival de Edimburgo, na Escócia, em agosto próximo, estão preparando uma versão em inglês.
É um espetáculo que se caracteriza como uma grande festa circense, humorada e com o envolvimento da platéia. Tudo como pano de fundo a uma crítica à razão Ocidental em confronto à vida libertina de Sardanapalo, como foi chamado o rei Assurbanipal, da Babilônia.
O deboche dos Parlapatões chega a ponto de colocarem um jumento de verdade em cena para representar o famoso cavalo Bucéfalo de Alexandre, o Grande. É o Circo em sua forma rude e grotesca dando armas teatrais para as irônicas metáforas do grupo de comediantes recordista de apresentações pelo país. Somente em 2000, realizaram mais de 380 apresentações dos vários espetáculos de seu repertório, incluindo o sucesso de público e crítica, ppp@WllmShkspr.br.
Seis semanas em cartaz!
De 31 de Maio a 8 de Julho, no TBC.
A história do imperador grego Alexandre, o Grande, é contada de maneira circense. O imperador, em sua trajetória para conquistar todo o mundo conhecido em seu tempo, encontra no caminho a estátua de Sardanapalo. O epitáfio ao pé da estátua diz: “Comi, bebi, trepei e gozei. O resto não vale isto”. O conflito de Alexandre diante dos dizeres da estátua é motivo para que ele repense sua vida e seus atos. Os Parlapatões contam este fato através do humor, brincadeiras com a platéia, circo e música.
Sardanapalo, texto de Hugo Possolo, conta de maneira fragmentária a vida do imperador grego Alexandre, o Grande. Possolo desenvolveu a dramaturgia a partir da análise do filósofo francês Alain Grosrichard sobre tela ”La Mort de Sardanapale”, de Eugéne Delacroix, que retrata os últimos momentos da vida de um suposto imperador assírio. Um ano após a estréia da primeira montagem, Possolo tomou conhecimento de um texto teatral de Lord Byron sobre Sardanapalo. Feliz coincidência. Diante da versão do poeta inglês, uma tragédia que trata exclusivamente da vida de Sardanapalo, Possolo resolveu reescrever a sua comédia. A influência de Byron gerou uma nova versão mais voltada para a vida de Alexandre e ganhou novos contornos ao tratar da misteriosa figura de Sardanapalo.
Alguns historiadores defendem a existência da estátua de Sardanapalo. Poucos atestam que as tropas de Alexandre, o Grande, tenham passado por este monumento. E ninguém tem coragem de afirmar que ele tenha se detido pelo menos um segundo sequer diante dele. No entanto, é sobre este fato inexistente que trata a peça. É a ficção sobre Alexandre conquistador parando para repensar sua vida diante de uma improvável estátua de Sardanapalo, que em pose obscena, ostenta o seguinte epitáfio: “Comi, bebi, trepei e gozei. O resto não vale isto.” Às vésperas de uma batalha com Dario, a leitura faz Alexandre colocar em dúvida seus desejos.
Escrita para a capacidade de improvisação dos Parlapatões, com seu humor ácido e corrosivo, esta comédia ganha uma abordagem anárquica, carnavalizada, para debochar da razão ocidental.
A encenação busca estabelecer um novo paradigma quanto à capacidade de comunicação da obra de arte. Através da comédia os atores se aproximam do público, de diversas maneiras, convocando todos a participarem de uma festa. Visa romper com a estrutura formal para ir ao encontro das várias vertentes que possibilitam atingir a sensibilidade e provocar reflexão.
Pautada no domínio de improvisação de seus atores, com recursos típicos do Teatro de Rua, a encenação faz da fragmentação do texto um motivo constante de abordagens diretas à assistência. As técnicas circenses definem a linguagem debochada, de vestes mambembes, que entram em confronto com a suntuosidade exigida pelo tema. Desta forma, os recursos plásticos, circenses, musicais e de interpretação ficam a serviço da forma expressiva. A música, composta para ressaltar os climas e ambientes penetrados por Alexandre, o Grande, ganha reforço da percussão tocada ao vivo, aspecto rítmico que permite uma leitura brasileira desta aventura grega.
PARLAPATÕES: DEZ ANOS NA ESTRADA
A história dos Parlapatões e a retomada do Teatro de Rua na cidade de São Paulo caminham juntas. Da necessidade de se expressar com maior liberdade, longe das gastas convenções do teatro de então, o grupo se formou. Em 91, começaram apresentando números circenses e passando o chapéu. Aos poucos, os números ganharam uma forma teatral que gerou os dois primeiros espetáculos: NADA DE NOVO e BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ.
Neste momento, tinham um caminho aberto para uma pesquisa de linguagem. A junção do Circo ao Teatro não era, e nunca será, em si, uma novidade, mas apontava uma perspectiva diferente, justamente através de elementos típicos da atuação na rua: espetáculos abertos, mutáveis; diálogo direto com a platéia; amplitude da visão sobre os temas, etc. Em 92, PARLAPATÕES, PATIFES E PASPALHÕES, que deu nome ao grupo, foi a primeira tentativa de juntar estes elementos dentro da sala de espetáculo.
Foi na montagem seguinte, que a junção destes recursos, baseados em uma dramaturgia própria, se efetivou. O espetáculo era SARDANAPALO, encenado em um pequeno galpão, no Teatro Paulista, no qual sete palcos rodeavam o público que sentava ao centro em cadeiras giratórias. Vencedor da Jornada Sesc de Teatro de 93, o espetáculo permaneceu dois anos em cartaz projetando nacionalmente o nome do grupo.
Em 95, foram vencedores do Prêmio Estímulo, da Secretaria de Estado da Cultura, e retomaram a rua com o espetáculo ZÈRÓI. Quatro toneladas de material, três dias de montagem, equipe de trinta pessoas, tornava a montagem do espetáculo em um circo sem lona. Estes números grandes não se adequavam à realidade de
produção artística do país, inviabilizando turnês, mas gerou uma estrutura de trabalho que solidificou o grupo.
U FABULIÔ, em 96, também montado para rua, deixou de lado os recursos circenses mais aparentes, como malabarismos e acrobacias, para concentrar-se nas técnicas de palhaço. O espetáculo abre como convidado a Jornada SESC e tem destacada participação no FIAC – Festival Internacional de Artes Cênicas, realizado em São Paulo. U FABULIÔ também foi apresentado, a convite do governo
Brasileiro, na EXPO 98, em Lisboa.
O Circo, sempre presente, ainda não havia sido tema de nenhum dos espetáculos. Em 97, acontece a estréia nacional de PIOLIM, no Festival de Curitiba e, em seguida, no dia do centenário do palhaço Piolin, estréia em São Paulo, no Sesc Pompéia.
A manutenção dos espetáculos em repertório, objetivo do grupo, se efetivou para o público paulistano no evento VAMOS COMER O PIOLIM, que reunia boa parte do repertório em temporada. Indicado ao Prêmio Shell, na categoria especial; e ao Prêmio Mambembe, entre grupos e produções que se destacaram em 97; ganhou o Grande Prêmio Da Crítica 97- APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pelo mesmo evento.
Em 98, o espetáculo PPP @ WLLM SHKSPR . BR estreou com grande sucesso de público e crítica no FTC - Festival de Teatro de Curitiba. Em seguida fez bem sucedida temporada no Teatro Faap. PPP@ WLLM SHKSPR .BR, de Jess Borgeson, Adam Long e Daniel Singer, com tradução de Barbara Heliodora e direção de Emílio Di Biasi, se firmou como grande sucesso do grupo. Venceu o Prêmio Apetesp na categoria melhor direção, mas havia sido indicado em outras duas categorias: ator protagonista e espetáculo. No mesmo ano, lançaram o cd CIRCO, com vários artistas convidados, contando e cantando a História do Circo no Brasil, produzido pela Atração Fonográfica. O CD, que também vem encartado no livro “Circo no Brasil” (coleção História Visual), editado pela Funarte e Atração, foi indicado ao Prêmio Sharp como melhor gravação voltada para crianças.
Ainda em 98, estrearam o espetáculo NÃO ESCREVI ISTO, de Hugo Possolo, no Sesc Pompéia, vencedor do Prêmio Estímulo “Flávio Rangel” de 97, texto que fecha a trilogia iniciada com SARDANAPALO e ZÈRÓI. NÃO ESCREVI ISTO recebeu o Prêmio Shell 98, na categoria de Melhor Cenografia.
Também em 98, estrearam DE CÁ PRA LÁ, DE LÁ PRA CÁ, no Centro Cultural São Paulo, espetáculo patrocinado pelo Projeto Coca-Cola de Teatro Jovem. O espetáculo, por sua temporada 99, recebeu duas indicações ao Prêmio Coca-Cola De Teatro Jovem, na Categoria Melhor Cenografia e na Categoria Especial, pela pesquisa e obra do grupo.
No início de 99, fizeram temporada de grande sucesso no Rio de Janeiro, na Casa de Cultura Laura Alvim com PPP @ WLLM SHKSPR . BR; DE CÁ PRA LÁ, DE LÁ PRA CÁ e BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ. Neste mesmo ano, viajaram em turnê por todo o Brasil levando PPP @ WLLM SHKSPR.BR e outros espetáculos.
A partir de Outubro de 99, passam a programar a Sala Repertório do Novo TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, reinaugurando o histórico Teatro. No decorrer de um ano os Parlapatões mostraram parte de seu repertório e também realizaram novas montagens. No TBC, iniciaram o projeto PANTAGRUEL, de adaptação
para o palco da obra de François Rabelais, com estréia prevista o segundo semestre de 2001. Dentro do projeto PANTAGRUEL, já estrearam, em 99, cinco espetáculos curtos que abordam a temática pesquisada: MISTÉRIOS GULOSOS, de Mário Viana; ÁGUA FORA DA BACIA, de Avelino Alves; POEMAS FESCENINOS e OS MANÉ, de Hugo Possolo e UM CHOPES, DOIS PASTEL E UMA PORÇÃO DE BOBAGEM, de Mário Viana. Previsto para o primeiro semestre de 2001, MISSA PARA UM ASNO, de Hugo Possolo, fecha o ciclo desta pesquisa.
Completando 10 anos de atividades em 2001, os Parlapatões produziram dezesseis espetáculos, dos quais nove permanecem em repertório. Depois das apresentações e da pesquisa desenvolvida no TBC, o grupo retoma suas atividades voltadas ao Teatro de Rua e centra-se na pesquisa em torno da montagem de PANTAGRUEL. Hoje mantêm sua sede com recursos próprios, tanto como espaço para ensaio, escritório de produção e armazenagem de cenários, quanto para realização de cursos, palestras, seminários e workshops. Seu
objetivo é impulsionar a pesquisa artística e a realização de turnês nacionais e internacionais, com seu repertório.
Participação especial do Jumento Coragem da Gameleira interpretando o cavalo Bucéfalo (substituído, ocasionalmente, por seu irmão gêmeo Comboio da Gameleira) |
Trilha Original e Arranjos:
Abel Rocha e Miguel Briamonte
Figurinos: Adriana Vaz Ramos
Cenário: Hugo Possolo
Iluminação: Eliane Koseki
Adereços: Fernando Leite
Efeitos Especiais: Orlando Brandão
Fotos: Luiz Doro
Operador de Som: Marcos Paulo
Operador de Luz: Marcos Loureiro
Operador de Canhão: Ricardo Silva
Contra -Regra: Fred Jaegger
Estagiários: Alessandra Rocha e Rafaela Ferri
Costura de Figurinos: Cleide Niwa
Costura de Cenário: Alice Correia
Pintura de Telões: Luiz Frúgoli
Assessoria de Imprensa:
Canal Aberto – Márcia Marques
Secretária: Cláudia Gianini
Produção Executiva: Luiz Alex Tasso
Realização:
PARLAPATÕES, Patifes & Paspalhões e
TBC – Teatro Brasileiro de Comédia.
Patrocínio: Athos Origin e Racional Engenharia.
Apoio Institucional: Cultura Inglesa.
Estréia 31 de maio de 2001, quinta-feira, 21:00 horas, até 8 de julho.Gênero: Comédia
Local: TBC • Teatro Brasileiro de Comédia • R. Major Diogo, 315 • Fone: 3115 4622
Horários: Quinta a Sábado às 21:00h., Domingos às 20:00h.Duração: 80 min. · Lotação: 338 lugares
Preços: Quinta e Sexta R$ 15,00, Sábado R$ 25,00, Domingo R$ 20,00
Ingressos à venda na Fnac, Show Tickets, Lojas Levi’s e Riachuelo e na bilheteria do Teatro.
Aceita todos cartões de crédito - Estacionamento a R$ 3,00
Canal Aberto Eventos e Assessoria de Imprensa
Fones: 11 - 3081 7972 / 3082 6274 – Márcia Marques - Celular: 11 - 9126 0425